Por: Cosme Rimoli
Foto: CBF
Se algum alienado acreditar que os clubes brasileiros e a CBF decidiram optar pela moralidade, precisa ser informado.

Saber o real motivo de no Brasileiro de 2020 ter acabado a pouca vergonha da venda dos mandos de jogos.


Prática indecente, que envolvia equipes ameaçadas de rebaixamento que, para ganhar um dinheiro a mais, vendiam suas almas. Negociava com empresários ligados à prefeituras de cidades sem competência para ter times na Série A.


E desmoralizavam o torneio mais nobre da CBF, fazendo com que certas equipes atuassem, principalmente no início do Brasileiro, em casa. E do meio para o fim da competição, vendiam seu mando. Geralmente para uma cidade com grande torcida do adversário.

Algo revoltante.

A Polícia Federal já estava acompanhando de perto cada transação. A opção dos clubes por certos empresários que dominavam o setor. E funcionários de prefeituras que se beneficiavam com essas compras de jogos.

A Polícia Federal acossando os dirigentes já incomodava.

Mas o motivo principal tem nome.

Flamengo.

Grandes clubes com chance de conquistar o torneio como Grêmio, Palmeiras, São Paulo, Internacional e, principalmente, os rivais no Rio de Janeiro, como Botafogo, Vasco e Fluminense, perceberam o óbvio.

Os clubes médios estavam todos interessados em vender seus mandos de jogos, em caso de rebaixamento, ao campeão da Libertadores, do Brasileiro de 2019, ao vencedor da Recopa Sul-Americana e da Supercopa do Brasil.

O lucro em levar uma partida contra o Flamengo para Brasília, por exemplo, seria certo.

Daí os clubes se uniremm e vetarem, finalmente, a venda de mando de jogos.

A diretoria do Flamengo ficou revoltada, mas sozinha. As equipes pequenas não tiveram força para enfrentar a rebelião.

O grande exemplo da força flamenguista nas bilheterias está no Campeonato Carioca.

O clube fez todos seus jogos até aqui no Maracanã.

E deverá ser assim até o fim do Estadual.




Por quê?

Porque seus rivais preferem, com a benevolência da Federação Carioca, abandonarem seus mandos para atuar no Maracanã. Mesmo tendo muito mais chance de serem derrotados.

O que interessa é o dinheiro.

É capaz de o Flamengo atuar todo o Carioca apenas 'na sua casa', o que facilitará ainda mais a óbvia conquista de mais um título.

Como tinha tudo para acontecer no Brasileiro.

Ou seja, a indecente venda de mandos de jogos acabou.

Não por um motivo nobre.

Manter a igualdade na competição.

Mas pela força do time e da torcida flamenguista.

Assim caminha o futebol deste País.

Até quando acerta, os motivos são vergonhosos...